Rio - Apenas 15 dos 513 ocupantes da Câmara dos Deputados não vão concorrer a nenhum cargo nas eleições de outubro, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Desilusão com a política, custo de campanha, investigação por denúncias de corrupção ou problemas de saúde são os principais motivos que levaram esses parlamentares a desistirem da disputa eleitoral, segundo o Diap.
O número de deputados que não vão disputar nenhuma eleição é pequeno se comparado com legislaturas anteriores. O índice de recandidatura de pessoas disputando o mesmo mandato é maior, compara Antônio Augusto Queiroz, diretor de Documentação do Diap. Pelo levantamento do Diap, 498 deputados vão disputar as eleições, 438 tentarão a reeleição como deputados federais e outros 45 entrarão na briga por outros cargos eletivos como senador e governador.
No caso específico dos 15 que desistiram da disputa de outubro próximo, cinco são acusados de envolvimento nos escândalos que mais repercutiram na atividade parlamentar nestes últimos quatro anos: o mensalão e o esquema de compra superfaturada de ambulâncias. Segundo Queiroz, as razões dos outros dez parlamentares para não entrar na corrida eleitoral têm relação com custo de campanha ou problemas de saúde.

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