Da Redação
Levantamento publicado ontem pelo jornal ‘‘Folha de S.Paulo’’ sobre contratação de parentes dos deputados federais traz uma lista com nomes de dez paranaenses, 33% do total da bancada, de 30 deputados. Dos 513 parlamentares, 186% mantêm parentes empregados, o equivalente a 36% do total de deputados.
De acordo com a reportagem, os paranaenses que praticam o nepotismo são Basílio Villani (PSDB), Flávio Arns (PSDB), Hermes Parcianello (PMDB), Ivânio Guerra (PFL), José Borba (PMDB), José Carlos Martinez (PTB), Max Rosenmann (PSDB), Ricardo Barros (PPB) e Santos Filho (PFL). Valdomiro Meger (PFL), que até o mês passado era deputado federal – ele é suplente, mas cedeu a vaga para o titular Alex Canziani (PSDB) – também é citado na relação.
Os paranaenses mantêm filhos, esposas, irmãos, primos, sobrinhos e cunhados trabalhando. A maioria deles foi contratada no início deste ano. Os mais antigos, de acordo com a reportagem, começaram a trabalhar em 97. É o caso de José Villani da Silva, sobrinho de Villani, contratado em abril de 97; de Marcelo Rodrigues Borga, filho de Borba, contratado em março de 97 e de Maxine Netto, prima de Barros, também contratada em março de 97.
Segundo a ‘‘Folha de S.Paulo’’, os paranaenses que mantêm mais parentes trabalhando são Villani, que emprega um filho, um sobrinho e um primo; Parcianello, que contratou dois irmãos e a mulher e Meger que, enquanto esteve na Câmara, empregou a filha e dois sobrinhos. Os outros contrataram um ou dois parentes. Os salários variam de R$ 250,00 – recebido por uma sobrinha de Meger – a R$ 4 mil (pagos aos irmãos de Parcianello e a um primo de Martinez).
A justificativa à ‘‘Folha de S.Paulo’’ da maioria dos deputados para a prática do nepotismo é confiança e competência. A assessoria de Villani informou que a descentralização política iniciada pelo deputado exige a presença de pessoas de ‘‘extrema confiança’’; Parcianello disse estar satisfeito com o desempenho da mulher e dos dois irmãos; Guerra afirmou que desde que a pessoa seja competente, pode trabalhar em qualquer lugar.
Outros deputados, que empregam os filhos, afirmaram à ‘‘Folha de S.Paulo’’ que a presença deles no esquema político é fundamental. Borba disse que o rapaz é seu ‘‘carro-chefe’’. Rosenmann disse que o filho coordena seu escritório político em Curitiba. Já Barros, que emprega a prima, também não vê problemas. Ele disse que ela trabalha com ele ‘‘há anos e trabalha bem’’. Martinez alegou que o primo lhe presta assessoria na área econômica.

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