Os proprietários das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) institutos Gálatas e Atlântico não compareceram para prestar depoimento à Comissão Especial de Inquérito (CEI) instaurada para apurar possíveis ilegalidades e irregularidades no processo de contratação de ambas entidades, pela Prefeitura de Londrina. As empresas são acusadas de receber propina de agentes públicos municiais.
Foram chamados Bruno Valverde, que representa o Instituto Atlântico e o casal Silvio Rodrigues e Glaucia Chiararia pelo Instituto Gálatas. A presidente da CEI, vereadora Lenir de Assis (PT) declarou que todos enviaram documentos onde ratificam o conteúdo dos depoimentos prestados ao Ministério Público (MP) - colhidos durante a Operação Antissepsia, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em maio deste ano.
''Eles foram convocados pela primeira vez. O que nós tinhamos até então eram os depoimentos do MP. A necessidade de chamá-los era justamente para ouvir na CEI se eles, de fato, ratificavam o que eles haviam manifestado, ou se tinham alguma outra situação que eles gostariam de constar no processo. Hoje ficou evidenciado que, o que eles disseram no Ministério Público, eles ratificam. Então pra CEI estão sanadas todas as dúvidas'', afirmou a vereadora.
O ex-procurador jurídico do município, Fidélis Cangussú, um dos principais acusados de envolvimento no esquema de pagamento de propina, compareceu para prestar esclarecimentos. Canguçu permanceu na sede da Câmara Municipal por cerca 1h30 e deixou o prédio sem falar com a imprensa.
A presidente da Comissão destacou que, possívelmente, não serão mais realizadas oitivas. ''Nós inclusive já haviamos iniciado o trabalho de elaboração do relatório. Na avaliação que fizemos não há necessidade de convocar nenhuma outra pessoa para prestar depoimento. No entanto, a qualquer momento se houver dúvidas podemos sim chamar outra pessoa'', afirma.

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