Donos de jornais escolhem grupo para acompanhar CPI
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quarta-feira, 02 de maio de 2001
Rosane Henn De Curitiba 
O presidente do Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Paraná, Abdo Kudri, disse ontem que a entidade vai designar representantes para acompanhar os trabalhos da CPI da Telefonia. O sindicato também vai pedir uma reunião com o presidente da comissão, deputado Tony Garcia, e pedir cópias das fitas com gravações entre donos de veículos de comunicação.
Na semana passada, Garcia disse ter recebido cinco fitas com as gravações. As fitas foram enviadas para perícia na Unicamp, que dentro de 25 dias vai divulgar um laudo. De acordo com denúncias feitas à CPI, o Palácio Iguaçu estaria por trás dos grampos.
Kudri diz que se o caso for comprovado será um ultraje e um cerceamento à liberdade de imprensa. Não acredito no envolvimento do governo do Estado mas já vi depoimentos e tive informações de que as escutas atingiriam também os órgãos de imprensa. O autor das primeiras denúncias, o PM Jordão, disse à CPI que os grampos teriam sido retirados dos telefones dos jornais assim que a CPI da Telefonia entrou nas investigações.
O assunto foi tema ontem de uma reunião entre os donos de jornais, na sede do sindicato em Curitiba, e contou com a presença do diretor do jornal Gazeta do Paraná, Marcos Formighieri, o único até agora que confirmou a existência de grampo. Segundo ele, o Palácio Iguaçu teria conhecimento do teor de uma conversa telefônica entre ele e senador Roberto Requião, em 1998.
Formighieri não quis conversar com os jornalistas que acompanharam a reunião. O diretor presidente da Gazeta do Povo, Francisco da Cunha Pereira, também não quis comentar o assunto. Atitude semelhante foi adotada pelo diretor presidente da Editora Estado do Paraná, Paulo Pimentel, que alegou não estar a par do assunto para comentá-lo.
A comissão é composta pelos empresários Abdo Kudri, Francisco da Cunha Pereira, Paulo Pimentel, Alcy Ramalho, Odone Fortes Martins, Marcos Formighieri, Dilmar Archegas, Roney Pereira, Cícero Cattani, Sadi Ricardo, Renato Barroso, Guilherme Cunha Pereira, Nilton Dalla Bona, Ubaldo Siqueira, Marcos Manfrin de Oliveira e Maurício Messom.


