Dono de casa de câmbio citada nega envolvimento
Da Redação
O proprietário da Takashi Tur Câmbio e Turismo, Takashi Yamue, de Londrina, negou ontem qualquer operação envolvendo a concessionária Blumare Veícolo, de Maceió, e estranhou o fato de sua empresa estar sendo citada pela CPI. A Folha revelou na edição de ontem que uma casa de câmbio de Londrina teria recebido, no último dia 27, três depósitos de R$ 300 mil cada um feitos pela concessionária, que pertence aos irmãos do deputado Augusto Farias (PPB-AL), Luiz Romero Farias e Carlos Gilberto Farias. Ontem, a CPI do Narcotráfico informou tratar-se da Takashi Tur. Os depósitos teriam sido convertidos para a moeda norte-americana e enviados para Miami, nos Estados Unidos.
Yamue afirmou que as suas atividades se restringem à venda de dólares no balcão para turistas, o que implica em operações muito menores do que os R$ 900 mil. O jornal Correio Popular, de Campinas, obteve cópias dos comprovantes de depósitos à agência, feitos em caixa eletrônico em Copacabana, no Rio. Depois de convertido, o dinheiro, de acordo com a CPI, foi depositado em uma conta corrente, no Banco Amtrade, em Miami.
Absolutamente não há cabimento nestas informações, regiu Yamue, ontem à tarde, por telefone, à Folha. A agência, situada no centro de Londrina, atende basicamente descendentes de japoneses que viajam para o Japão para trabalho. Segundo informou, ele atua no ramo há 20 anos.
Francamente, não tenho nada com isto. Não me envolveria em uma atividade como esta, afinal moro em Londrina há 41 anos, ressaltou o empresário.





