Dono da empresa diz ser bode expiatório
Proprietário da Missaka Administração Alimentos-Alimentação, o empresário Cláudio Massami Missaka disse ontem que o contrato para fornecimento de alimentação precisa ser refeito, mas diz ser um "bode expiatório" para os problemas apontados. Ele também diz que, mesmo que haja renovação em setembro, não pode se prolongar além de março de 2016 por força de desamparo legal que sustente a prorrogação.
Para o empresário, há "erros e vícios" no contrato que assinou ainda gestão do ex-prefeito Barbosa Neto (PDT). "Foi malfeito, mal elaborado", classificou. Porém, disse não haver motivos para eventual rescisão unilateral, o que só poderia ocorrer sem multa em caso de lesão à administração pública, o que não ocorreu.
Missaka rebate as acusações que culminaram com a multa de mais de R$ 82 mil, aplicadas à empresa no ano passado. Missaka reclama de ter tido acesso aos relatórios da gestão de contratos que culminaram com a penalidade extemporaneamente ou seja, só ficou sabendo dos fatos relatados em dezembro de 2013 quando foi notificado a apresentar defesa, mais de dois meses depois.
Além disso, ele afirma que teve problemas acarretados pela própria administração pública. "Eles dizem que os equipamentos são inadequados, mas a cozinha da Maternidade tem mais de 20 anos e, quando assumimos, já estava naquele estado." Pelo contrato, a obrigação é pela manutenção de aparelhos como fogão e refrigeradores, mas não da aquisição de novos. "Uma das geladeiras já está condenada", diz.
Sobre problemas com falta de alimentos para as refeições e de funcionários, ele reclama de não ter sido levado em consideração ter ficado três meses sem receber, no início do ano passado. "Como eu pago os funcionários? Aí faltam alimentos, o funcionário não vai, e pode até ocorrer sabotagens", defende-se.
Ele usa a suspeita para justificar a ocorrência de caramujo na sopa - "isso tem em jardins, como vai parar no prato?" - e diz que, no caso das baratas, a dedetização das áreas de sua competência estava em dia, mas não o da Maternidade Municipal, onde os casos foram registrados. (L.F.W.)





