Curitiba - O consórcio Dominó Holdings perdeu mais um round na Justiça na disputa pelo controle da Sanepar. O desembargador José Antonio Vidal Coelho, da 4ªCâmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, manteve a liminar que acabou com os efeitos do pacto de acionistas, que mantinha a companhia sob o controle do grupo privado.
  O pacto, firmado em 1998, determinava que a Dominó Holdings, apesar de ser sócia miniritária e deter 39,7% das ações da Sanepar, assumisse o comando. A disputa judicial em torno do acordo começou em fevereiro de 2003, quando o governador Roberto Requião (PMDB) baixou um decreto anulando o pacto. Assim o governo do Estado permaneceu no controle da Sanepar até julho de 2004, quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou o decreto.
  A retomada do controle pelo governo ocorreu em agosto do mesmo ano, com a concessão, pela 2ªVara de Fazenda de Curitiba, da liminar que hoje é contestada pelo consórcio Dominó. Esta foi a segunda tentativa do grupo de derrubar a liminar e voltar a comandar a Sanepar. A primeira foi negada em novembro de 2004, também pelo TJ. O governo continua no controle da companhia até o julgamento de mérito da ação.
  Até a Assembléia Legislativa entrou na briga ao aprovar, em setembro do ano passado, um decreto que propõe a anulação do pacto de acionistas.
  A reportagem da Folha entrou em contato com a assessoria da Dominó Holdings, mas o diretor Renato Torres de Faria não foi localizado, por estar em viagem ao exterior.
  O consórcio Dominó Holdings é formado pelas empresas Andrade Gutierrez Concessões, Opportunity Daleth, Sanedo, Grupo Veolia e Copel
Participações.

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