Curitiba - O porta-voz da Dominó Holdings, Renato Torres de Faria, negou o argumento utilizado por Requião para não avalizar o empréstimo de US$ 1,7 bilhão concedido pelo Japan Bank for International Cooperation (JBIC) à Sanepar. Segundo ele, o fato da Dominó Holdings deter o controle administrativo da Sanepar não a transforma em empresa privada, deixando o governo livre para avalizar o aporte de recursos.
''O Estado é o acionista majoritário da Sanepar, e ela continua sendo uma empresa pública. Isso é impossível de se contestar. Durante quatro anos (no Governo Jaime Lerner - PSB) o consórcio tinha o controle adminstrativo da Sanepar e a empresa tomou vários empréstimos de bancos públicos e privados, com o aval do Estado. E em todos esses anos a Sanepar teve suas contas aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado e por auditores'', rebateu Renato Faria.
O porta voz do consórcio preferiu não julgar a decisão de Requião. Segundo ele, o dinheiro seria utilizado na ampliação da rede de esgoto e água em diversos munícipios, além da construção de estações de tratamento. ''Sem dúvida há um prejuízo para a população caso esse dinheiro não venha.''

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