Curitiba - O representante da Dominó Holdings, Renato Torres de Faria, protestou, ontem, contra a redução no número de representantes do consórcio no Conselho de Administração da Sanepar. Para Faria, houve uma represália por parte da empresa e do governo do Estado, em função de duas ressalvas feitas pelos sócios privados na ata da Assembléia Geral Ordinária (AGO), ocorrida na última segunda-feira. Os representantes da Dominó Holdings ainda estão estudando os meios jurídicos para recorrer contra as decisões do sócio majoritário na Sanepar.
Na apreciação das demonstrações contábeis da empresa, os sócios privados não concordaram com a falta de distribuição dos dividendos relativos ao lucro de 2004, aos acionistas. Também não concordaram com a posição do governo em não cumprir o acordo de acionistas, ao insistir na necessidade de aumento de capital por parte dos sócios.
Segundo Faria, em função dessas ressalvas, a AGO que deveria ser encerrada na segunda-feira foi prorrogada para o dia seguinte. Todos os temas analisados e votados passaram por nova revisão. Foi no segundo dia que o procurador geral do Estado Sergio Botto de Lacerda, representante do governo, informou que o Conselho de Administração da Sanepar teria apenas um representante e não mais três como vinha acontecendo.

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