Santinhos nessa eleição, somente os de altar, a quem alguns eleitores preferiram recorrer antes da votação, assistindo a missa dominical pela manhã. Já o tradicional material de divulgação parece que foi deixado de lado pelos cabos eleitorais na hora da última intercessão por um dos candidatos. No mais, se não fosse pela movimentação de eleitores na expectativa do voto, o domingo em Londrina continuou sendo o dia de comer pastel na feira, caminhar no Zerão, dar um pulo no pesque-pague ou simplesmente aproveitar para jogar conversa fora com os amigos antes ou depois de exercer o direito de votar.
Cidade limpa, melhor para os garis que, além da sujeira diária, não tiveram muito trabalho com as eleições. Além dos garis, muitos eleitores pularam cedo da cama para votar e aproveitar o resto do domingo. Houve quem exagerou, como o seo Paulo Hataga, 69 anos, que mesmo sem precisar votar, como prevê a Lei Eleitoral , disse que acordou pontualmente às 5h10 para confirmar a intenção de voto. ''Gosto de sempre ser um dos primeiros'', justificou ao exercer o direito do voto.
Direito que para ser exercido por algumas pessoas precisou transpor barreiras arquitetônicas, no caso de cadeirantes, como a telefonista aposentada Maria Cristina Lorusso, 35 anos, que também votou no Mãe de Deus. ''Ainda bem que as pessoas me auxiliaram suspendendo a cadeira e, assim, pude exercer o meu direito de cidadania. Acho que deveriam pensar no problema dos deficientes, antes da eleição. Seria preciso rampas em toda Londrina ou que oferecessem um aceso alternativo aos locais de votação'', avaliou Maria Cristina.
Muita gente também aproveitou a manhã de domingo para caminhar no Zerão. Porém, muitos assíduos frequentadores da área de lazer pela manhã domingueira optaram pela votação, como constatou a vendedora de coco, Kelly Rosane Cabral, 26 anos, lamentando o deseparecimento de 80% dos que frequentam o Zerão.

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