Doleiro londrinense está preso no 3º DP
O empresário e doleiro londrinense Alberto Youssef se entregou anteontem à noite no 3º Distrito Policial de Londrina. Ele estava com a prisão decretada desde a última quinta-feira, quando teve o pedido de habeas-corpus negado pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. Youssef, que já chegou a ficar preso por 17 dias no 3º DP, é acusado pelo Ministério Público (MP) de movimentar R$ 120 mil (desviados da Autarquia Municipal do Ambiente AMA) em uma conta corrente da empresa fantasma Freitas & Dutra.
Junto com o doleiro se entregaram o segurança Antônio Carlos Neri Romero e o cunhado de Youssef, Eroni Miguel Peres. Ambos são acusados de terem atuado diretamente na movimentação da conta fantasma. Eles estavam foragidos desde o dia 4 de dezembro, quando o juiz da 4ª Vara Criminal de Londrina, Arquelau Araújo Ribas, decretou a prisão dos envolvidos. Outro acusado, o servidor municipal João Edson Danzinger, foi preso no dia 28 de janeiro, mas foi libertado depois de 21 dias, por causa de um habeas-corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.
A prisão dos envolvidos só chegou ao conhecimento da imprensa ontem pela manhã. O delegado do 3º DP, Marcelo Sakuma, disse que foi procurado anteontem à noite pelo advogado do doleiro, João dos Santos Gomes Filho. Os advogados dos outros dois envolvidos, Ronaldo Botelho e Augusto Basto, também compareceram com seus clientes. Sakuma argumentou que não poderia permitir imagens de Youssef por causa de um despacho da juíza da 5ª Vara Criminal, Oneide Negrão.
Youssef foi preso pelo primeira vez no dia 5 de dezembro de 2000 e foi solto por decisão de uma liminar concedida pelo TJ. O doleiro e outros dois acusados estão presos em celas comuns do distrito, pois não possuem curso superior. Coincidentemente, Youssef está na mesma cela que ocupou em dezembro, junto com outros cinco presos dois acusados de tráfico de drogas, um por porte ilegal de armas, outro por roubo e o último por estelionato. Romero e Peres ficaram em outra cela, também com outros cinco presos.
O delegado disse que com os três, sobe para 73 o número de presos do DP, cuja capacidade é de 60 internos. Não há na delegacia, segundo ele, nenhum preso de alta periculosidade. Quanto à segurança, ele disse que se iguala aos demais DPs da cidade. A vigilância à noite é feita por uma única pessoa. Ele informou que os advogados estariam entrando com recurso ainda ontem no STJ, em Brasília. O advogado de Alberto Youssef, João dos Santos Gomes Filho, não foi encontrado ontem pela reportagem.
O chefe da 10ª Subdivisão Policial, Gilson Garret Algauer, pretendia transferir os três para a Prisão Provisória de Londrina. Há um pedido para a preservação de imagem e também pela questão do número de vagas e segurança. Mas, segundo o delegado, a Vara de Execuções Penais (VEP) deferiu um pedido do advogado Ronaldo Botelho para que eles permaneçam no 3º DP. Lá eles também estão seguros, avaliou Gilson Garret. (Colaborou Lino Ramos)





