Curitiba - A Polícia Federal (PF) prendeu ontem o doleiro Paulo Roberto Krug e sua companheira Mônica Santos Alves, acusados de lavar dinheiro através de uma empresa localizada em um paraíso fiscal. A prisão de Krug e Mônica foi decretada pelo juiz da 2 Vara Federal Criminal, Sérgio Fernando Moro, que considerou que os dois ofereciam risco à ordem pública e econômica. O casal foi preso enquanto passeava pelo Calçadão no centro de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e não ofereceram resistência.
As investigações sobre Krug e Mônica foram iniciadas pela força-tarefa formada por policiais federais e membros do Ministério Público Federal (MPF) que levantou um envio ilegal de cerca de US$ 30 bilhões ao exterior através de agências do Banestado em Foz do Iguaçu. De Foz, o dinheiro era remetido ao Paraguai e, posteriormente, enviado à agência do banco em Nova York, onde era remetido a empresas localizadas em paraísos fiscais.
Segundo a Polícia Federal, Krug e Mônica eram proprietários da empresa Tallmann Finance Corp, que tinha conta na agência do Banestado em Nova York. A Tallmann teria movimentado cerca de US$ 78 milhões de dólares entre 1996 e 1997 sem declarar as movimentações às autoridades brasileiras. De acordo com a PF, ocorreram substanciais transações entre as contas da Tallmann e contas controladas pelo doleiro londrinense Alberto Youssef.
A investigação também apontou uma movimentação intensa entre as contas da Tallmann e dos empresários Gerhard Fuchs e Ernesto de Veer, proprietários da Transcorp. A dupla foi presa na quinta-feira sob a acusação de sonegar até R$ 300 milhões em impostos. Ontem, os advogados de Veer e Fuchs entraram com um pedido de habeas corpus para que eles pudessem recorrer da sentença em liberdade, mas até o final da tarde de ontem o Tribunal Regional Federal (TRF) em Porto Alegre ainda não havia julgado o pedido.

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