Doleiro de Londrina é preso pela PF
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segunda-feira, 03 de novembro de 2003
Erika Zanon<br>e Maria Duarte<br> Reportagem Local 
Três agentes da Polícia Federal (PF) de Curitiba prenderam ontem de manhã, em Londrina, o empresário e doleiro Alberto Youssef. Ele foi detido por volta das 11 horas, enquanto visitava o túmulo da mãe no Cemitério Parque das Oliveiras (zona leste). Segundo a PF de Londrina, os agentes que prenderam Yossef fazem parte da força-tarefa que cuida especificamente da CPI do Banestado.
De acordo com o delegado Sandro Viana dos Santos, o mandado de prisão preventiva foi expedido pela 2 Vara Criminal de Curitiba. Youssef foi encaminhado à sede da PF de Londrina apenas para que o delegado pudesse fazer o ofício endereçado ao juiz federal, comunicando sobre a prisão. Às 16 horas, o doleiro foi transferido para a Capital.
Segundo informações obtidas junto à Polícia Federal, o doleiro Alberto Youssef ficaria preso na superintendência da Polícia Federal em Curitiba. O motivo da prisão só será fornecido hoje, segundo a PF.
O presidente da CPI do Banestado na Assembléia Legislativa, deputado Neivo Beraldin (PDT), disse que a prisão de Youssef não foi pedida pela CPI, mas comentou que os trabalhos das CPI estadual e nacional do Banestado culminarão em pedidos de prisão. ''Tendo em vista a quebra de sigilos bancários e os dados sobre a movimentação financeira que foram levantados, as prisões serão corriqueiras'', comentou Beraldin.
Beraldin disse que foi avisado da prisão do doleiro de Londrina no meio da tarde, mas não sabia por qual motivo Youssef havia sido detido. A Folha tentou contato com o presidente da CPI nacional do Banestado, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MS), mas não conseguiu localizá-lo.
Youssef é investigado por lavagem de dinheiro no Paraná. Em junho deste ano ele foi denunciado em uma ação penal ajuizada na Justiça Federal de Londrina, por crimes de sonegação fiscal, evasão de divisas e formação de quadrilha. Ele também é acusado de movimentar entre os anos de 1996 a 1999 contas não declaradas que teriam gerado uma sonegação de aproximadamente R$ 33 milhões, detectadas por um procedimento fiscal da Receita Federal.
O advogado de Youssef, João dos Santos Gomes Filho, não soube informar o motivo oficial da prisão de seu cliente. Ele apenas comentou que Youssef não estava foragido e esteve o tempo todo em Londrina. Esse foi o terceiro mandado de prisão preventiva decretada contra o doleiro. ''Já conseguimos derrubar os dois primeiros e vamos fazer o mesmo com este, pois achamos a decisão abusiva'', afirmou Gomes Filho.


