Curitiba - Raul Henrique Srour, um dos quatro doleiros envolvidos na operação Lava Jato, desencadeada pela Polícia Federal (PF) e que apura um mega esquema de lavagem de dinheiro, foi colocado em liberdade após concordar pagar uma fiança de R$ 2 milhões. O suspeito foi solto no último dia 18, entretanto, a informação só foi confirmada na noite de quarta-feira. Ele estava detido na carceragem da Superintendência da PF em Curitiba desde a deflagração da operação, no mês de março.
Segundo a defesa de Raul, uma primeira parcela de R$ 200 mil já foi depositada e o restante ele vai quitar em 18 parcelas de R$ 100 mil. Srour já é réu em uma das oito ações penais em andamento na 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba e responde pela prática dos crimes de evasão de divisas, além de lavagem de dinheiro de produto de crimes financeiros e falsidade ideológica. "Ele prestou todos os esclarecimentos às autoridades e agora estamos estudando como será feita sua defesa. Raul também deve comparecer a todas as audiências em que for convocado", resumiu um de seus advogados, Luiz Gustavo Pujol.
A princípio, a Justiça Federal do Paraná havia estipulado fiança no valor de R$ 7,2 milhões, entretanto, na semana passada, o juiz Sérgio Moro decidiu substituir a prisão preventiva por medidas cautelares substitutivas, entre elas a fiança de menor valor, além da proibição de mudança de endereço sem prévia autorização judicial, a proibição de deixar a cidade onde reside por mais de 20 dias, proibição de deixar o País, devendo promover a entrega de seu passaporte. O juiz ainda proibiu o doleiro de manter contatos, de forma direta ou indiretamente, com os outros três doleiros envolvidos na Lava Jato que ainda permanecem presos, Alberto Youssef, Nelma Kodama e Carlos Habib Chater. Moro também impôs que Srour não poderá continuar na gestão da Districash Distribuidora. Segundo as investigações, por meio da empresa o doleiro utilizava contas em nome de laranjas na movimentação financeira na área de câmbio.

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