Dois deputados federais paranaenses pelo PMDB eram os mais cotados até o início da noite de ontem para assumir o Ministério da Agricultura no segundo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após a desistência de Odílio Balbinotti (PMDB), no final de semana, o nome foi discutido em uma reunião na noite de ontem entre Lula, o presidente nacional do PMDB, Michel Temer (SP), e o líder da bancada peemedebista na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Até o fechamento desta edição, ainda não havia sido definido o nome do novo ministro.
O deputado federal Moacir Micheletto (PMDB-PR) era o mais novo integrante da lista de ministeriáveis que Temer discutiria com Lula. ''O nome do Micheletto náo está na lista, mas, se for incluído, nós não vamos nos opor'', disse Alves (RN). Mas o deputado federal Reinhold Stephanes (PMDB-PR) era forte cotado ontem à noite, após reunião da cúpula do PMDB.
''A relação com o presidente Lula está tão boa, tão correta, tão transparente que não vamos impor nomes. O partido não vai constranger o presidente'', disse Alves antes do início da reunião. Além dos paranaenses também estão no páreo Waldemir Moka (PMDB-MS) e Tadeu Filippelli (PMDB-DF).
No sábado, assim que Balbinotti desistiu de ocupar o ministério, alvejado por denúncia de falsidade ideológica, o presidente Michel Temer telefonou para Stephanes para perguntar se poderia incluir seu nome em uma lista de candidatos ao cargo de ministro da Agricultura. ''Eu disse que sim e lembrei da minha atuação na área'', afirmou Stephanes.
Cotado para o cargo, Waldemir Moka não estava muito animado ontem à noite. Adversário ferrenho do ex-governador de Mato Grosso do Sul Zeca do PT, Moka vislumbrava um possível veto a seu nome devido as suas pendengas com o petista.
''Sempre achei que isso seria um motivo de veto político, de uma resistência. Mas se o presidente Lula achar que isso é um empecilho, vou entender'', afirmou Moka, que apoiou a candidatura do tucano Geraldo Alckmin à presidência da República, nas eleições de 2006, e até pouco tempo era da ala oposicionista do PMDB ao governo Lula.
Preferido da bancada ruralista, Moka enfrenta resistência de uma ala do PMDB. No início da CPI dos Sanguessugas, seu nome apareceu em uma das planilhas da família Vedoin, que chefiava o esquema da máfia das ambulâncias. O envolvimento não foi comprovado, mas parte do PMDB teme que o fato seja explorado pela mídia e o partido passe por um novo desgaste. Já Tadeu Filippelli estava cotado para o cargo por ser da região Centro-Oeste. Nas últimas horas, Filippelli articulou sua candidatura à vaga.
O ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto (PT-RS) foi convidado ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para voltar ao cargo, mas declinou do convite e indicou o atual ministro, Guilherme Cassel, para se manter no comando da pasta.

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