Dois partidos nanicos conseguiram espaço na aliança que apóia a candidatura do presidente FHC. O PSD do deputado Marquinho Chedid (SP) acrescentou 1 minuto e 16 segundos aos 22 minutos e 30 segundos que PSDB, PFL, PPB e PTB deram ao presidente no horário eleitoral gratuito; já o PSL não ofereceu nada à coligação de FHC, porque nem existia em 1994.
O PSD tem três deputados: Marquinho Chedid foi acusado de extorquir dinheiro de donos bingos. Foi absolvido pelo plenário da Câmara, mas ainda responde a processo por crime eleitoral; José Gomes da Rocha (GO) também foi processado, mas absolvido. Ele contratou jogadores para o Itumbiara Esporte Clube com verba do gabinete; Luís Dantas, aliado de Collor em Alagoas.
O presidente do PSD é o deputado estadual paulista Nabi Abi Chedid, pai de Marquinho. Em 1993, o PSD também se viu envolvido na acusação de negociar a filiação de deputados. Os deputados Onaireves Moura, Nobel Moura e Itsuo Takayama acabaram cassados.
O PSL existe há pouco tempo. Foi fundado para abrigar a família Tuma - o pai, senador Romeu Tuma, e o filho, deputado Robson Tuma - que deixaram o PL depois de brigarem com o líder do partido, Valdemar Costa Neto (SP). Depois, pai e filho desistiram do PSL e foram para o PFL. Outro parlamentar do partido - Nam Sousa (MA) - seguiu o mesmo caminho e ajudou a aumentar o número de deputados do PFL do vice Marco Maciel.

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