Protegidos por guarda-chuvas, eleitores de Londrina movimentaram os dois maiores locais de votação, nas zonas Norte e Sul, logo no início da manhã deste domingo (4), antes mesmo da abertura dos portões.

Na unidade Catuaí da Faculdade Unopar Anhanguera, na região Sul, dezenas de pessoas se espremiam na pequena cobertura, na entrada da instituição, para tentar evitar a chuva. Às 8h, com a abertura dos portões, os eleitores correram para as respectivas seções. Com 9.111 eleitores, a faculdade é o maior local de votação de Londrina.

A aposentada Zulmira Macedo, 71, por lei, não tem a obrigação de votar, mas garante que não vai deixar de lado o direito de exercer a sua cidadania, o que para ela é fundamental. Ela, que atualmente mora em Ibiporã, na Região Metropolitana, mas segue votando em Londrina, saiu de casa às 6h, com chuva forte, e foi uma das primeiras a votar no local.

“Eu gosto de escolher a pessoa que eu acho que vai ser melhor para a gente, então vou continuar votando, mesmo com chuva”, afirma, complementando que agora está tranquila e que já vai aproveitar o resto do domingo.

O advogado Bruno Melanda Mendes, 44, também foi votar logo pela manhã para aproveitar o restante do fim de semana para fazer um bom almoço no sítio com a família. “É para já desincumbir do nosso dever”, opina. O movimento na seção, segundo ele, estava tranquilo. “Sem fila alguma, muito rápido e muito educados os funcionários da Justiça Eleitoral. Deu tudo certo”, afirma.

Imagem ilustrativa da imagem Dois maiores locais de votação de Londrina têm movimento intenso
| Foto: Jéssica Sabbadini

Colinha

A aposentada Sinéia Pinto garante que um bom eleitor sempre vota pela manhã. Ela disse que precisou enfrentar uma tempestade para chegar, assim como vai precisar para ir embora, mas que nada a impediria de exercer o direito ao voto nos candidatos de escolha. “Quem pode mudar alguma coisa é o cidadão, a gente não pode ficar esperando que alguma coisa venha de fora mudar, então isso depende de nós”, afirma.

Aos 64 anos, a aposentada acredita que é a eleição mais difícil e complicada, então fez questão de votar no que acredita ser o melhor. Em relação ao movimento, disse que estava tranquilo, sendo a sexta pessoa a votar em sua seção, já que aguardava a abertura dos portões e pôde entrar rápido no local de votação.

“Está demorando um pouco mais porque são vários candidatos, mas todo mundo está com a colinha e todo mundo muito certo em que vai votar, o que é muito importante”, afirma. Ao sair do local, ela pretendia passar no mercado para comprar os ingredientes para um almoço em família para celebrar o dia e aguardar o resultado, que espera ser de vitória.

Edna Bueno, 64, é do lar e vê a eleição com um compromisso de todo o cidadão com o futuro de todo o país. Entretanto, enxerga que, nesta eleição, as pessoas devem votar “mais conscientes do que nunca em que está sendo colocado lá para nos representar”. “Muita coisa pode rolar nesses quatro anos, então tomara que sejam boas”, afirma.

Leia mais:

A eleitora conta que chegou 7h59, segundos antes da abertura dos portões do local de votação. O movimento intenso de pessoas, mesmo com a chuva e o vento forte, não a surpreendeu. “Quem quer mesmo votar já vem logo e fica livre o resto do dia”, ressalta, citando que precisou aguardar pouco tempo na fila e já pôde apertar o ‘confirma’ na urna, garantindo o voto em mais uma eleição. “Agora é aproveitar o domingo, ficar com a família e curtir o dia”, conta.

A auxiliar de serviços gerais Lucimara Oliveira, 48, foi votar logo cedo na unidade Catuaí da Faculdade Unopar Anhanguera para poder ir direto para o trabalho na sequência. Ela chegou antes das 8h e foi a terceira a votar na seção em que está registrada. Por conta da chuva forte, ela se surpreendeu com o movimento de pessoas que decidiram ir votar logo pela manhã. “Agora que já cumpri meu compromisso eu vou trabalhar”, afirma.

Santinhos e folhas na Zona Norte

Já na zona norte, na Escola Municipal Ignez Corso Andreazza, o movimento também era intenso, com os eleitores garantindo o voto logo pela manhã, antes das 9h. Na região, a chuva derrubou diversas árvores, inclusive no entorno da escola, que deixou a Rua John Lennon, no Conjunto Vivi Xavier, sem energia. Por sorte, a instituição segue com o fornecimento de energia ativo e com as urnas operando normalmente.

.
. | Foto: Jéssica Sabbadini

No chão, folhas, galhos e os "santinhos" se misturavam, resultando em uma "meleca", já que foram banhados pela chuva forte. O militar aposentado Wilson Paulino, 73, mora em frente à escola e aproveitou a garoa fina para limpar a calçada. Ele conta que ouvir a árvore caindo por volta das 6h20. Algumas telhas também estavam espalhadas pela rua. Na residência, a energia está desligada, já que a árvore atingiu a fiação.

Ele disse que pretendia terminar a limpeza antes de votar, já que a seção em que está registrado fica na Escola Municipal Ignez Corso Andreazza, a poucos metros de casa. A esposa, por outro lado, já garantiu o voto.

Dentro da escola, o movimento também era intenso, com um entra e sai frenético de eleitores, mas, apesar disso, o fluxo nas filas era rápido, sem necessidade de aguardar por muito tempo.

'Futuro dos filhos e netos'

Na seção da aposentada Maria de Fátima Fernandes Sobreiro, 65, não havia ninguém na fila, levando menos de dois minutos para concluir todo o processo de voto. “Agora que eu cumpri a obrigação, vou passear”, conta, aos risos. Apesar do clima leve, ela disse que o temporal no início da manhã assustou quem mora na região.

“A gente tem que dar o nosso voto pensando no futuro dos nossos filhos e dos nossos netos”, afirma, opinando que quem não vota não tem o direito de reclamar depois dos candidatos que foram eleitos.

O consultor de vendas Leonardo Manieri, 24, explica que prefere ir votar cedo porque a escola, que é o segundo maior local de votação de Londrina, sempre é muito movimentada, então gosta de cumprir a obrigação o mais rápido possível. “Na minha seção estava bem tranquilo, eu já cheguei, entrei e votei, foi bem tranquilo mesmo”, comemora. Para ele, o que o assustou foi a bagunça na rua, com as árvores caídas, folhas e os panfletos de candidatos espalhados por todo o canto.

“A gente tem que prezar pelo nosso futuro e fazer a nossa parte e escolher quem a gente pensa que é o melhor, mesmo não estando no melhor cenário possível”, opina.

“Eu já aproveitei que saí de casa para levar a minha esposa no trabalho para votar”, relata o aposentado Gilberto Vicente Ferreira, 66. O processo foi ligeiro, segundo ele, sendo que não precisou aguardar muito e logo pôde confirmar o voto na urna.

mockup