Dois grupos se revezam no poder local há 20 anos
Santa Fé - Há um clima de revanche nas eleições de Santa Fé que coloca mais uma vez em campos opostos os dois grupos dominantes na política local há mais de 20 anos.
De um lado está a família Brambilla, liderada por Pedro Brambilla, prefeito por três vezes que teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral em 2005 sob acusação de compra de voto e abuso do poder econômico. Sua esposa, Dulcilene Brambilla, foi vereadora por três mandatos, e o filho, Fernando Brambilla, vereador eleito em 2004 disputa a prefeitura este ano em nome do clã.
No campo adversário, o grupo do PSDB, liderado pelo ex-vereador e candidato a prefeito, João Mauro, e o ex-prefeito Laudelino Crivelari, que assumiu o mandato após a morte do titular, Anésio Pavan precursor do tucanato local.
O resultado da última eleição, em 2004, com a vitória de Pedro Brambilla sobre Crivelari por apenas 23 votos 2.835 a 2.812 acirrou ainda mais os ânimos. Os representantes do PSDB são responsáveis pela denúncia à Justiça Eleitoral que resultou na cassação do mandato de Brambilla.
Mesmo apeada do Executivo, a família do ex-prefeito tem o apoio da prefeita interina, Cleonice Aparecida Moris (PMDB), que manteve o secretariado herdado de Brambilla. ''Eu represento a tradição política da minha família. Aposto no trabalho e em todas as obras que realizamos'', afirmou esta semana o candidato Fernando Brambilla.
O concorrente tucano, João Mauro, disse que ''eles já tiveram muito tempo na prefeitura e não fizeram o que deviam. Quem fez foi o prefeito anterior (Laudelino)''.
A polarização da disputa abriu espaço para uma nova candidatura. O corretor de seguros, Paulo Assaiante (PP), apresenta-se como a ''terceira via''. ''Há um descontentamento grande na cidade com essa briga política que já dura 20 anos. Queremos trabalhar sem brigas e contando com o apoio de todos os grupos possíveis.'' (F.C.)





