Dois empresários teriam pago cerca de R$ 2 mil
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sábado, 07 de dezembro de 2013
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
Dois empresários confirmaram ontem à tarde, em depoimento no Gaeco, que pagaram propina para terem seus processos de doação de área pública agilizados na Codel. Outros dois também foram ouvidos, mas disseram não ter participado do esquema.
De acordo com o promotor de Justiça Renato Lima de Castro, uma empresária do ramo de cartonagem afirmou ter pago R$ 2 mil de propina, mas não foi revelado a quem o dinheiro foi entregue.
O outro empresário, que atua na área de estofamentos, teria entregue R$ 2,4 mil no momento do primeiro pedido para a Codel, há cerca de três meses. Mais tarde, ele estabeleceu contato com a corretora Eliana Teixeira Gonzaga Zamboni, que teria cobrado mais R$ 5 mil. Nesta ocasião, o empresário teria dito que só entregaria o valor após a aprovação da doação.
Apesar das declarações, não haveria projetos de doação para nenhuma das duas empresas tramitando na Câmara Municipal de Londrina.
O delegado Ernandes Cezar Alves, que ouviu os quatro, confirmou que dois empresários admitiram ter pago propina, mas não quis revelar o teor dos depoimentos para não atrapalhar as investigações. Ele se limitou a dizer que as declarações reforçaram a tese de que havia irregularidades no processo de doação de áreas públicas para empresas particulares.
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