São Paulo - Após participar da reunião do G8 (que reúne os sete países mais industrializados do mundo e a Rússia) na Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse ontem, que a Polícia Federal está cumprindo seu papel ao investigar denúncias de corrupção e que cabe à Justiça esclarecer quem é culpado e quem é inocente.
''Dói. As pessoas que aparecem sofrem, mas um dia vai a julgamento e vai aparecer quem é culpado e quem é inocente'', disse Lula. O presidente declarou ainda que rejeita pressões para diminuir o processo de investigação e também as apurações realizadas pelo Ministério Público. ''A única coisa que eu tenho pedido para eles é que sejam prudentes, para não condenarem inocentes e não absolverem culpados. E eu acho eles estão fazendo isso direitinho'', afirmou.
O irmão do presidente, Genival Inácio da Silva, o Vavá, é um dos alvos da Operação Xeque-Mate, desencadeada pela PF na última segunda-feira. Vavá foi indiciado por tráfico de influência no Executivo e exploração de prestígio na Justiça em troca de favorecimento a empresários dos bingos. A operação tem por objetivo pôr fim à chamada máfia dos caça-níqueis. Outro envolvido é Dario Morelli Filho, compadre de Lula preso na Operação, indiciado por formação de quadrilha, falsidade ideológica, contrabando e sonegação.
As declarações foram dadas antes de Lula deixar Heiligendamm, onde foi realizada a reunião do G8. Brasil, China, México, Índia e África do Sul participaram do encontro como convidados. No encontro, o G8 se concentrou nas discussões sobre o aquecimento global. ''Os países mais pobres e os países em desenvolvimento têm muito a ver com essa discussão da questão climática para evitar que a discussão seja um instrumento de inibição de crescimento dos países pobres ou dos países em desenvolvimento'', afirmou Lula.

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