A famosa lista de ‘‘Carlos Júnior’’ foi apenas um dos vários materiais apreendidos pelo Ministério Público (MP) na casa e na empresa dele, no dia 6 de abril deste ano. Com um mandado de busca e apreensão, promotores, acompanhados de policiais civis, apreenderam farto material que comprovaria a utilização de recursos públicos em campanha eleitoral e o envolvimento de dezenas de pessoas no esquema.
Os promotores investiram em ‘‘Carlos Júnior’’ porque ele foi apontado por várias testemunhas como tesoureiro das campanhas do prefeito cassado e afastado Antonio Belinati (PFL) e de seu filho, o deputado estadual Antonio Carlos Belinati (sem partido). O MP comprovou também que parte do dinheiro desviado dos cofres públicos passou por contas bancárias de ‘‘Carlos Júnior’’.
A lista apreendida pelo MP, na verdade, é um conjunto de documentos onde são exibidos despesas de campanha eleitoral, recibos, livros-caixa e depósitos bancários. Vereadores, secretários municipais e pessoas que participaram da administração municipal constam das listagens. A documentação é tão farta que policiais e promotores demoraram vários dias para fazer a triagem do material.
Várias pessoas citadas na lista foram ouvidas pelos promotores Cláudio Esteves, Bruno Galatti e Solange Vicentin, responsáveis pelos investigações do escândalo AMA-Comurb. A promotora Solange Vicentin disse ontem que o MP está investigando todas as informações que constam da lista de Zavierucha. O objetivo, segundo ela, é conhecer qual o caminho do dinheiro desviado da prefeitura. Ela observou que este procedimento é público e não está sob sigilo.

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