Curitiba - Pelo menos parte dos documentos que desapareceram do depósito da Secretaria de Estado da Educação (Seed) poderão ser recuperados pela Secretaria Especial da Corregedoria e Ouvidoria Geral do Estado. É que eles estariam com a liderança da oposição na Assembleia Legislativa, que recebeu o material em 2008 em resposta a um pedido de informações sobre o uso do cartão corporativo por membros da Seed.
Ontem o secretário especial Antonio Comparsi afirmou que as investigações não serão prejudicadas pelo desaparecimento. ''Conseguimos acesso às informações contidas no sistema eletrônico de viagens'', contou. Ontem o delegado adjunto da Divisão Metropolitana da Polícia Civil, Francisco Caricati, foi designado pelo governador Orlando Pessuti, para conduzir as investigações a respeito do sumiço das 17 toneladas de documentos da Seed.
Segundo Comparsi, os oito auditores que trabalham no levantamento de todas as viagens feitas entre 2007 e 2010 já começou, mas somente na Secretaria da Educação o trabalho ficará concentrado nos dados eletrônicos uma vez que todos os registros impressos sumiram. Ele declarou que não foi contatado ainda pelos deputados da oposição, mas que receberá os documentos que estão com eles.
Já a promotora Adriana Vanessa Rabelo Camara, responsável pelas investigações no Ministério Público, informou ontem que o trabalho da promotoria também não foi prejudicado pelo sumiço dos documentos. ''Todas as informações que nos encaminharam até agora foi em meio eletrônico'', contou. A promotora explicou ainda que a maior parte das viagens fraudadas pelo grupo que teria desviado dinheiro da Seed não continham despesas com deslocamento. ''Dessa forma eles não precisavam prestar contas. Tinham apenas que apresentar os comprovantes dos saques'', explicou.

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