Além de falsificar a assinatura de um governador de Estado, como afirma em fita gravada, o deputado Sérgio Naya (PPB-MG) apresentou duas assinaturas diferentes em um documento - feito para contestar a ação civil pública que propõe a extinção da Fundação Serafim Naya de Brasília. Os documentos integram os autos do processo movido, desde abril do ano passado, pelo Ministério Público do Distrito Federal contra a Fundação de Sérgio Naya e que tramita na 5ª Vara Cível do Tribunal de Justiça da cidade.
A assinatura de Naya, na procuração que deu a advogados para representá-lo na causa judicial, está autenticada e se parece com as outras que constam em documentos anexados à ação. Mas difere da que assinou na previsão orçamentária em que tentar provar o pleno funcionamento e os recursos patrimoniais da sua Fundação. Abaixo desta última assinatura, sem autenticação, está o cargo ocupado por Naya na Fundação: diretor-presidente.
A diferença de assinaturas é assinalada pelo promotor de Justiça, Jair Meurer Ribeiro, na resposta que enviou ao juiz sobre a contestação de Naya. Ribeiro salienta ainda que não houve qualquer alteração na diretoria da Fundação entre outubro e novembro de 1997, tempo decorrido entre as duas assinaturas.
O promotor pediu a extinção da Fundação em Brasília alegando a falta de patrimônio e de provas de que ela está realmente cumprindo a finalidade para qual foi criada: promover pesquisas na área médica-hospitalar, dar bolsas de estudos, promover intercâmbio entre pesquisadores nacionais e estrangeiros, entre outras coisas.
Um fax atende o único telefone que consta na lista na sala onde funciona a Fundação. Na empresa Sersan, de propriedade de Naya, ninguém responde pela Fundação.

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