O pedido de quebra de sigilo bancário do consultor Euzir Bággio, feito pelo Ministério Público em maio deste ano e autorizado pelo juiz da Central de Inquéritos, Fernando Ferreira de Moraes, revela detalhes das irregularidades apuradas pela auditoria interna na Banestado Leasing.
Rodrigo Chemim Guimarães, responsável pela Promotoria de Proteção do Patrimônio Público, cita numa de suas petições ‘transações de risco’ feitas na gestão do ex-diretor, o secretário do Esporte e Turismo Osvaldo Magalhães dos Santos. Uma delas envolve a empresa Unidas Artes Gráficas e Editora Ltda, que emitiu um cheque de R$ 75 mil nominal a Bággio. O cheque foi, segundo o promotor, emitido no dia 8 de fevereiro do ano passado, ‘‘dois dias depois da liberação à referida empresa, pela Banestado Leasing, da importância de R$ 1,5 milhão’’. No dia 13 de fevereiro Bággio transferiu da sua conta, no banco Citibank National Association a quantia de R$ 35 mil para outra conta, a do funcionário da Leasing, Luiz Antonio Eugênio de Lima.
O outro caso detectado pelo MP diz respeito a descoberta de três cheques da Olsen Veículos Ltda, que totalizam R$ 175 mil, nominais à própria empresa, endossados e depositados na mesma conta de Bággio no Citibank. O depósito ocorreu também dois dias depois da Leasing ter liberado um contrato de ‘‘lease back’’ imobiliário, em 2 de julho. No dia seguinte, uma transferência de R$ 85 mil para a conta de Luiz Antonio Eugênio Lima foi realizada. (L.D)

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