Documento pede contribuição maior dos ricos
Nova York - ''O encontro deve ser o primeiro passo de um processo que deverá envolver governos, organizações multilaterais, ONGs, empresas, sindicatos e a academia em um esforço conjunto para aprofundar a análise sobre novas fontes de recursos na luta contra a pobreza e a fome'', reforça o embaixador Ronaldo Sardenberg, representante permanente do Brasil na ONU.
Com o argumento de que ''a comunidade internacional não pode adotar atitude complacente'', o relatório a ser apresentado insiste em que a Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD), na proporção de 0,7% do PIB dos países doadores, é insuficiente. Além disso, vive sofrendo indesejáveis flutuações por causa das contingências orçamentárias.
O documento de 69 páginas chama a atenção dos líderes mundiais ao constatar que, mesmo depois de iniciativas importantes para reverter o quadro de miséria como as conferências de Monterrey e Johanesburgo, em 2002 , a adoção dos compromissos assumidos por todas as nações permanece ''lenta e desigual''. ''As promessas estão sobre a mesa, mas os recursos necessários não estão'', atesta o relatório. Neste trecho, a conclusão é objetiva: ''No ritmo atual, as metas e objetivos acordados simplesmente não serão alcançados.'' (V.R.)





