Documento entregue à Câmara pede redução de vereadores
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Vinícius Zanin <br> Reportagem Local 
Integrantes do movimento ''Amigos de Londrina'' estão descontentes com a decisão da Câmara Municipal de Londrina em manter as atuais 19 cadeiras. Eles querem mais e ontem foram ao legislativo entregar um documento com mais de 26 mil assinaturas coletadas na cidade, defendendo a redução para 15 parlamentares. O documento foi entregue ao presidente da Mesa Executiva da Casa, Gérson Araújo (PSDB).
Apesar de os vereadores terem até o dia 1º de outubro para definir quantas cadeiras vão compor a próxima legislatura, Araújo já deu sinais de que o atual número deve permanecer.''Nós cremos que dificilmente haverá qualquer mudança no que diz repeito ao número de vereadores, até porque já houve consulta popular. Uma pesquisa, na minha opinião, tem uma abrangência muito maior do que 26 mil assinaturas. Mas recebemos com muito respeito o documento, é um direito que a população tem de se manifestar'', defendeu Araújo, acrescentando que a própria Lei Orgânica já estipula o número atual.
No mês passado uma pesquisa, realizada pela Associação Comercial de Londrina (Acil), apontou que quase 70% dos entrevistados são contra o aumento do número de cadeiras na Câmara. A partir daí a polêmica tomou corpo e passou a motivar outros movimentos, como o ''Amigos de Londrina'', que pede a redução de parlamentares.
Mesmo com claros sinais de que o Legislativo já tem uma posição formada sobre o assunto, um dos idealizadores do movimento, Miguel Ramos, diz acreditar que o ''bom senso'' vai prevalecer e os vereadores podem voltar atrás. ''Eu sempre pergunto se os vereadores estão aqui para fazer a vontade do povo ou estão para fazer a vontade deles? Londrina tinha 21, diminuiu pra 19 e quem foi que percebeu essa mudança?'', questiona.
O representante do movimento disse que, desde o começo, os participantes do abaixo-assinado sabiam que a iniciativa não teria ''peso jurídico'' frente à Câmara, mas revelou que acredita que o apelo popular pode surtir efeitos mais concretos. ''Não tem valor nenhum no aspecto jurídico, é mais um apelo para que os vereadores percebam a vontade popular''.
Ramos disse que mesmo que o documento não venha a surtir os efeitos almejados - a redução de quatro cadeiras - o movimento sente que o dever foi cumprido e alfinetou: ''eles têm que entender que é melhor fazer parte dos 15 do que de nenhum dos 19 ou 21''.


