São Paulo Representantes do candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do mercado de capitais apresentaram ontem, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), um documento com propostas para o fortalecimento da Bolsa de Valores, com cinco pontos básicos: 1) incentivo ao desenvolvimento dos fundos de pensão; 2) uso dos Fundos de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e de Amparo ao Trabalhador (FAT); 3) política tributária adequada; 4) proteção ao investidor, e 5) política de juros mais baixos.
O coordenador do programa de governo de Lula, Antônio Palocci Filho, disse que o País viveu muitos momentos de turbulência, como o de agora, e sempre os superou investindo na produção. ''A vocação do Brasil é produtiva, e o mercado de capitais precisa responder à necessidade de capitalização das empresas'', explicou.
O conjunto de ações é um consenso do grupo de trabalho composto pelos petistas e por dirigentes das 24 entidades do Plano Diretor do Mercado de Capitais, entre elas, as Bolsas de Valores de São Paulo (Bovespa) e de Mercadorias e Futuros (BM&F) e as Associações Brasileiras dos Analistas do Mercado de Capitais (Abamec).
''Pela primeira vez, o assunto mercado de capitais faz parte da agenda nacional'', afirmou o presidente da Abamec, Humberto Casagrande Neto. Segundo ele, para crescer, o Brasil precisa investir em capital fixo pelo menos o equivalente a 20% do Produto Interno Bruto (PIB), ou cerca de R$ 200 bilhões. ''Hoje, o BNDES é o grande financiador da produção, com cerca de R$ 70 bilhões ao ano'', comentou.
O presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva, aprovou a iniciativa: ''É um documento de consenso entre as entidades e o PT e, na minha opinião, diz tudo. O País precisa de um ciclo virtuoso de crédito, produção, emprego e consumo, que gere mais produção, mais crédito e mais emprego''.

mockup