Curitiba - A Polícia Federal apreendeu nas empresas de Vedoin um HD de computador da empresa Planam (principal beneficiária do esquema sanguessugas), planilha Excell que se refere ao movimento das contas da empresa nos anos de 2001 e 2002, onde a CPMI constatou a existência de diversos valores destinados a assessores de Simões num valor total de R$ 22,5 mil. O pai de Luiz Antônio e um dos donos das empresas do esquema sanguessugas, Darci José Vedoin, disse em interrogatório para a Justiça Federal que conheceu o deputado Simões por intermédio de outro parlamentar entre os anos de 2000 e 2001. Ele também teria combinado o pagamento de 10% a título de comissão sobre os recursos destinados à área da saúde para a aquisição de unidades móveis de saúde e equipamentos médico-hospitalares.
Segundo Darci, o parlamentar já trabalhava com Silvestre Domanski no Paraná (as empresas Martier - depois transformada em Saúde sobre Rodas, Maitê, Unisaúde e Domanski pertencem à família Domanski), sendo que foi Silvestre que denunciou a atuação do grupo de empresas de Vedoin no Estado do Acre por fraude em licitação. Por esta razão, Darci teria instalado a empresa dele também no Paraná, com representação de Gustavo Trevisan. Ele contou que pagou várias comissões ao parlamentar e assessores por serviços prestados tanto na execução das emendas quanto nas licitações.
Outro depoimento anexado no texto da CPMI é do sócio de Luiz Antônio, Ronildo de Medeiros. Ele também tinha empresas que eram usadas no esquema dos sanguessugas. O empresário não recordava se conseguiu uma licitação para um hospital no Paraná (não soube localizar o município) por intermédio de Simões. A licitação seria no valor de R$ 100 mil para aquisição de medicamentos entre os anos de 2002 e 2003.
Também foi anexado como prova contra o parlamentar paranaense o depoimento da empregada da Planam desde 2000, Maria Estela da Silva. Em depoimento à Justiça Federal, ela contou que ocorreram licitações ganhas pela Planam sem a ajuda de parlamentares. No entanto, ela garantiu que sabia os nomes de deputados que foram autores de emendas que redundaram em convênios e processos licitatórios de interesse do grupo Vedoin. Ela citou o nome de Simões como integrante do esquema sanguessugas.
A CPMI contabilizou 79 convênios feitos a partir de emendas de parlamentares do Paraná que teriam beneficiado a Planam (ou o grupo Vedoin). Outras emendas consideradas suspeitas pela CPMI de Simões foram anexadas ao relatório final. Elas são todas na área de saúde e apresentadas entre 2002 e 2006. Essas emendas poderiam ser para a aquisição de ambulâncias na capital paranaense e para o Estado do Paraná com recursos do Fundo Nacional de Saúde. Somente entre 2002 e 2006, as emendas somariam R$ 6,1 milhões. (L.P.)

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