O ex-prefeito de Foz do Iguaçu, Dobrandino Gustavo da Silva (foto) anunciou o abandono da sua candidatura para tentar a reeleição, que estava sendo pleiteada pelos partidários do PMDB. A justificativa do ‘‘afastamento temporário da política’’ está ligada às recentes condenações judiciais por improbidade administrativa e também às denúncias da sua ex-nora, Alessandra Silva, que o acusou de enriquecimento ilícito e envolvimento com o desmanche de carros roubados. Esta ação teria sido supostamente coordenada pelo empresário Paulo Mandeli.
Dobrandino recebeu os jornalistas na terça-feira, acompanhado do filho, o ex-deputado estadual Celso Sâmis Silva, e do colega de partido, o advogado Cláudio Rorato. Depois de falar sobre a renúncia à candidatura (provavelmente seria o nome do PMDB para estas eleições, já que vem liderando todas as pesquisas realizadas na cidade), o ex-prefeito disse que indicaria o filho durante a convenção marcada para o próximo dia 30. ‘‘Estou indicando Sâmis por ele não possuir nenhum processo na Justiça. Meus adversários usaram estas ações para fazer um carnaval com o meu nome nos últimos dias.’’
O ex-prefeito se referiu às duas condenações deferidas nos últimos dias. A última foi anunciada pelo Supremo Tribunal de Justiça (STF), em Brasília, que o responsabilizou pela contratação irregular dos serviços de uma cooperativa. Outra decisão judicial, divulgada na segunda-feira pela 3ª Vara Cível de Foz, também o condenou por improbidade administrativa, por permitir (em 1995) que uma construtora retirassematerial de uma pedreira sem a prévia autorização legal e sem o parecer do Ibama. O contrato firmado na época foi de R$ 23 milhões. ‘‘Estes processos estavam parados na Justiça há anos e só agora, em ano eleitoral, as coisas estão andando’’, tentou justificar.
Questionado se as denúncias da ex-nora não atrapalhariam a candidatura do filho, já que Alessandra também citou o Sâmis como um dos supostos beneficiados com o ‘‘esquema Mandeli’’ (teria recebido cheques que o ajudaram na campanha para deputado), Dobrandino disse que, por enquanto, o caso não passa de armação política. ‘‘Ela foi usada pelos nossos adversários’’, disse.
Sâmis também discorda sobre o fato de as denúncias atrapalharem sua pretensões políticas. ‘‘Temos certeza que minha indicação vai manter o partido na liderança das pesquisas. Se perdermos pontos, serão poucos.’’
Dobrandino já foi prefeito de Foz duas vezes. Populista, ele é o principal político lembrado pelos eleitores da cidade. Atualmente, 36 processos, estão tramitando na Justiça.

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