À época da aprovação da lei de doação do terreno à GET, no final de 2005, a matéria foi de longe - dentre as que tratavam de cessão ou doação de áreas públicas a empresas - a que mais centrou esforços do Executivo municipal pela aprovação no Plenário. Ela foi um dos 13 projetos do gênero votados nas sessões extraordinárias, várias em regime de urgência.
Na ocasião, os poucos vereadores da base de oposição ao prefeito Nedson Micheleti (PT) questionaram justamente o interesse público de se doar uma área de quase 12 mil m2 - ou cerca de R$ 1,2 milhão, segundo valores da época - a uma empresa que, conforme a admnistração, geraria 150 empregos na cidade.
Naquele momento, o secretário municipal de Governo, Adalberto Pereira da Silva, até admitiu, durante entrevista, a pressa na aprovação dessa doação - a que rendeu, também, debate mais acirrado entre os parlamentares. Em um único dia, por exemplo, o projeto foi aprovado em segundo turno e ainda recebeu a redação final.
Fundada em 1999, a GET atua basicamente nos mercados de energia e telecomunicações, com o desenvolvimento e a comercialização de produtos a mercados específicos - especialmente no varejo.
Se dessa vez foi questionada pelo Ministério Público (MP), a modalidade de transferência de imóveis do município a particulares por meio de doação, não cessão de direito real de uso, foi das mais utilizadas também ao longo do ano passado. Em todos os casos, havia algum tipo de ressalva sobre esse aspecto, colocada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. (J.G.)

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