A doação de área de 5,9 mil metros quadrados à empresa X5 foi cancelada. A área, que pertence ao município de Londrina, está avaliada em R$ 3,5 milhões. A informação foi confirmada ontem pelo Executivo em razão do descumprimento, pela empresa, da lei municipal 12.002, de janeiro deste ano, que autorizou a doação do terreno que fica no Vale do Reno, bairro nobre da cidade.
Pela lei, a X5 deveria ter começado a construção da sede seis meses após a publicação da lei, prazo que expirou em 10 de julho sem que a empresa tivesse dado início às obras. Os empreendedores também não cumpriram outras exigências incluídas na lei por emenda do vereador Mário Takahashi (PV). Em seis meses, a X5 deveria ter apresentado a relação de investidores, já que o capital social da empresa era de apenas R$ 100. "Foi uma emenda para proteger o patrimônio público, já que a empresa alegava que ia investir R$ 60 milhões, mas tinha capital social de apenas cem reais", disse Takahashi.
Segundo resposta do Executivo a pedido de informação do vereador, no caso da X5 aplicou-se a lei municipal que regula as doações, na qual está previsto que não pode haver prorrogação de prazo para cumprimento de encargos quando quem recebe o terreno tiver feito o pedido depois do fim do prazo.
O presidente do Instituto de Desenvolvimento (Codel), Bruno Veronesi, disse que a X5 não pôde atender os requisitos da lei porque o prazo era "exíguo em um ano atípico". "Teve carnaval em março, copa do mundo em junho e julho e agora o período eleitoral. Não foi possível neste prazo reunir todos os investidores para apresentar os documentos exigidos", defendeu.
Segundo ele, a empresa, que atua no setor de tecnologia da informação e data center, pretende investir R$ 60 milhões e gerar 250 empregos. Por isso, a Codel deverá reapresentar o projeto de doação assim que a empresa obtiver toda a documentação. "Entre os investidores há o banco mundial e fundos internacionais. Leva-se algum tempo para preparar esses documentos."

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