Doação foi aprovada em apenas 4 dias
Sete dos nove vereadores citados na denúncia do caso Caldarelli assinaram pedido para que o projeto de doação do terreno público ao empresário fosse aprovado, em dezembro de 2005, com ''urgência'' e ''preferência''. A doação se consumou em apenas quatro dias. A ''urgência'' confere tramitação mais rápida ao processo e o pedido de ''preferência'' permite a inclusão do projeto na pauta do dia. Os nomes que constam no pedido de urgência são: Sidney de Souza, Gláudio Renato de Lima, Luiz Carlos Tamarozzi, Jamil Janene, Renato Araújo, Flávio Vedoato e Osvaldo Bergamin. O documento foi tornado público pela FOLHA em 14/03/2008 e reforçou a inclusão de novos nomes nas ações cível e criminal relacionada à lista.
Na oportunidade, a maior parte dos vereadores tentou se desvencilhar das supostas irregularidades e alegou que assinar pedidos de urgência é uma praxe na Câmara. Na prática, a urgência é concedida quando há interesse do proponente do projeto e dificilmente se relaciona com seu próprio conteúdo. Para que a tramitação rápida seja aprovada, são necessárias sete assinaturas de vereadores.
''Isso a gente faz por cortesia e não se mistura com o mérito do projeto'', justificou o vereador Gláudio. Sidney disse que urgência foi solicitada porque o ano legislativo estava se encerrando. Questionado sobre a razão de não ter deixado a discussão para o ano seguinte, disse não se lembrar dos argumentos. Sidney alegou também que, em 2005, não via ''malícia'' nos projetos.
Vedoato justificou que ''quando um vereador te pede um favor, você faz, principalmente às vésperas de um recesso''. ''Eu nem sabia do que se tratava'', disse. (F.C.)





