O voto pela candidatura própria no Paraná é uma decisão firmada pela maioria dos convencionais do Estado desde que o ex-governador e senador Roberto Requião decidiu apresentar seu nome ao partido para disputar a presidência da República. No final de fevereiro, houve troca de comando na direção do PMDB do Paraná. Saiu Milton Buabssi, pró-candidatura própria, e entrou o ex-governador Mário Pereira, pró-reeleição de FHC e inimigo político declarado de Requião.
Apesar da troca, a tendência entre os convencionais se manteve. Dos 24 delegados paranaenses que votam, 19 querem o PMDB com candidato próprio - ou seja, o senador Roberto Requião - e apenas quatro apóiam a reeleição de FHC. Há um voto indeciso.
A convenção do PMDB será acompanhada com particular atenção por governistas e oposicionistas do Paraná. Por enquanto, a disputa ao governo do Estado está polarizada entre o atual governador, Jaime Lerner (PFL), e o ex-governador Álvaro Dias (PSDB). Caso na convenção sejam derrotados os votos pela candidatura própria do PMDB, Requião deve ser cortejado a tornar-se a ‘‘terceira via’’ nas eleições para governador do Paraná.
O ex-presidente do PMDB Milton Buabssi faz um prognóstico ‘‘misto’’. Para ele, a candidatura própria vence hoje com margem de 10%, mas Requião não irá disputar com Itamar e Sarney na convenção de junho. ‘‘Ele tem dito que as possibilidades de concorrer ao Palácio Iguaçu (sede do governo do Paraná) são de 99%’, afirmou Buabssi.(AF)

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