DNIT desaconselha investir no porto
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quarta-feira, 15 de junho de 2005
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Procuradoria do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) encaminhou ao Ministério dos Transportes, pasta à qual está vinculado, um parecer recomendando ao ministério que não invista nas obras de ampliação no Porto de Paranaguá. O DNIT é o órgão executor do ministério, responsável pelo gerenciamento e fiscalização das atividades.
Segundo a assessoria de imprensa do DNIT em Brasília, a procuradoria desaconselhou que a União invista nas obras do porto paranaense porque em julho do ano passado foi constatada uma irregularidade na obra de ampliação. O DNIT mandou regularizar, o que não teria ocorrido. Ainda segundo a assessoria do DNIT, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) lançou o edital da obra sem fazer a regularização.
O custo total da obra é de R$ 148 milhões. A União entraria com R$ 118 milhões. A Folha tentou ouvir o superintendente do porto, Eduardo Requião. Porém, segundo sua assessoria de imprensa, ele não comentaria a posição do DNIT.
No final de maio, o governador Roberto Requião (PMDB) anunciou a autorização para o início das obras do Cais Oeste e modernização do cais do Porto de Paranaguá. O empreiteiro Cecílio do Rego Almeida, dono da construtora C.R. Almeida S.A. Engenharia, vai executar a primeira fase da obra, orçada em R$ 30 milhões. De acordo com o governo do Estado, os recursos para as obras são da própria Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). O Palácio Iguaçu divulgou que a C.R. Almeida deu desconto de 7% nas obras, que permitirão ao porto receber cargas mais pesadas.


