DJ conhece terceiro homem do caso PIC, diz delegado
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2001
Dimitri do Valle De Curitiba 
O discotecário Emerson Vieira, o Pitt, declarou em depoimento à polícia que conhece o terceiro autor do atentado à Promotoria de Investigações Criminais (PIC) em Curitiba. A informação foi dada ontem pelo delegado Adauto Abreu de Oliveira, que oficializou ontem a sua saída da investigação para chefiar a Corregedoria da Polícia Civil. Segundo Adauto, Pitt teria ouvido o suspeito confessar sua participação no crime.
A polícia também ouviu ontem à tarde o patrão do homem que está sendo procurado. O nome da pessoa que prestou depoimento foi mantido em sigilo, assim como a identidade e a profissão do suspeito. De acordo com Adauto, a testemunha informou que o seu empregado não aparece para trabalhar desde sexta-feira passada.
Pelas investigações feitas até agora, o terceiro suspeito de ter ajudado a causar o incêndio na PIC, em 29 de dezembro, era amigo do segundo tenente Alberto Silva Santos, que está preso junto com o policial civil Edson Clementino da Silva, o Lambe-Lambe. Este último confessou ter dirigido o carro para levar Santos e o terceiro autor até a sede da promotoria.
O envolvimento de Santos no atentado levou para a cadeia o discotecário, que teve prisão temporária decretada por cinco dias. Segundo Adauto, Pitt relatou em depoimento que o terceiro autor do incêndio criminoso confessou sua participação no caso. O DJ (Pitt) não só conhece este elemento, como ouviu confessá-lo a sua participação no atentado.
Sobre as buscas ao terceiro autor, a delegada-chefe da Divisão de Narcóticos, Leila Bertolini, disse que a Polícia está com várias equipes para tentar localizá-lo. A delegada, que é a mulher de Adauto, disse que neste momento da investigação não pode fornecer detalhes sobre as diligências que estão sendo feitas. Estamos numa etapa decisiva. Infelizmente não possa passar nada para a imprensa, disse.
Na próxima quarta-feira termina o prazo para que o inquérito policial sobre o atentado seja concluído. Até lá, devem ser anexadas informações sobre o laudo do Instituto de Criminalística (IC) que vai conter informações sobre as impressões digitais encontradas no local do atentado.


