Curitiba - Claramente dividido entre duas forças regionais, o Diretório Estadual do PMDB promete se mobilizar de forma unida em prol da campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT). Uma reunião convocada pelo senador eleito Roberto Requião com lideranças do partido e deputados eleitos e reeleitos traçou como estratégia local a criação de comitês móveis - veículos com cerca de oito militantes - nos bairros e entorno da capital e também no interior do estado.
A ideia, sugerida pelo ex-governador, é que os voluntários distribuam material de campanha, como adesivos e jornais com as propostas da candidata, mas também estejam preparados para ''rebater'' críticas feitas pelas pessoas abordadas. A iniciativa é uma forma de demonstrar que ao menos nesse aspecto - a eleição da petista à presidência - o PMDB está em acordo. Porque, segundo o trocadilho do próprio presidente do PMDB-PR, deputado Waldyr Pugliesi, ''o partido está partido''.
''Essa briga entre o Requião e o (Orlando) Pessuti não faz bem ao partido. Não fez bem à campanha do Osmar (Dias). Não fez bem às campanhas dos candidatos da legenda. Se os dois têm opiniões diferentes, problema é deles. Eu defendo o partido'', disse Pugliese.
No entanto, o deputado estadual descarta que um deles saia do partido em razão do conflito. ''Eu espero que eles compreendam a situação e tenham a grandeza para superar tudo isso e para se empenhar de corpo e alma na campanha da Dilma.''

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