Dívidas em Foz chegam a R$ 103 milhões
O prefeito eleito de Foz do Iguaçu, Sâmis da Silva (PMDB), anunciou ontem a dívida do município, calculada em R$ 103 milhões pela equipe de transição, que passou dois meses coletando informações. Ele disse que do total de débitos que serão deixados pelo prefeito Harry Daijó (PPB), R$ 39 milhões são a curto prazo e o restante com vencimento em até 20 anos.
A dívida é uma da maiores do Paraná, empatando em terceiro lugar com o valor estimado pelo prefeito eleito de Ponta Grossa, Péricles de Mello (PT). No topo da lista estão Londrina, onde o prefeito eleito Nedson Micheleti (PT) vai assumir perto de R$ 500 milhões, e Maringá, com R$ 150 milhões herdados pelo prefeito eleito José Cláudio (PT). O prefeito reeleito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), oficializou os números.
Segundo planilha apresentada à imprensa, a dívida de Foz subiu 41% durante os quatros anos da administração de Daijó. O pepebista afirma ter herdado, em 1997, uma dívida de R$ 73 milhões, deixada pelo ex-prefeito Dobrandino Gustavo da Silva (PMDB), pai de Sâmis. O total divulgado ontem foi calculado pelo futuro secretário de Administração e atual funcionário da Fazenda, Eliseu Liberato.
Vou adotar uma economia de guerra. A prioridade é regularizar os salários dos servidores em dois meses e equacionar as contas do município, incluindo os fornecedores, em seis meses, afirma.
Sâmis questionou ainda os gastos da gestão de Daijó. Segundo ele, a prefeitura arrecadou R$ 519 milhões em quatro anos e gastou R$ 206 milhões com a folha de pagamento. Ele afirmou que o Daijó deveria prestar contas dos R$ 313 milhões, levantando suspeitas sobre o destino de parte do dinheiro, supostamente desviado em licitações superfaturadas.
A Folha tentou contato com Daijó, mas ele estava em Brasília e o celular estava fora da área de serviço. O secretário de Administração, Adevilson Gonçalves, preferiu não comentar os números. E o secretário da Fazenda, Coiti Suziki, não retornou os recados.





