A supervalorização do dólar encareceu em 30% as dívidas contraídas pela Prefeitura de Curitiba junto a organismos internacionais. O cálculo foi apresentado ontem pelo prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL). Ele informou que só com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) o débito do município é de R$ 100 milhões.
Taniguchi disse que o prazo dilatado para o pagamento - 15 anos - dá uma certa tranquilidade para se saldar a dívida, acumulada desde as últimas administrações. O prefeito afirmou que as medidas de contenção baixadas em outubro do ano passado, racionalizando os gastos, tiveram um papel fundamental nesse processo de equilíbrio das finanças.
Segundo o prefeito, o défict fiscal, que oscilava em R$ 20 milhões ao ano, foi zerado pela sua administração. ‘‘Isso nos dá fôlego para captarmos novos recursos’’, ponderou ele. Taniguchi assinalou ainda que a crise cambial pode provocar uma revisão do orçamento para 99, aprovado pela Câmara Municipal em R$ 1,3 bilhão.
O prefeito de Curitiba disse estar preocupado com a crise brasileira. ‘‘Passaremos por um período bastante crítico, com recessão. Mas não podemos ficar parados, esperando o pior. Temos de criar oportunidades para sairmos da crise, com criatividade’’, considerou. Taniguchi criticou os protestos da oposição que defende a renúncia do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Filiado no PFL, partido que integra a base política do presidente no Paraná, o prefeito classificou como ‘‘sem lógica’’ as manifestações. ‘‘Isso para mim é uma tentativa de golpe branco’’, observou. (L.D)

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