O prefeito de Apucarana, João Carlos de Oliveira (PMDB), rebateu ontem a informação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), formada pela Câmara Municipal, de que a dívida do município pode passar de R$ 200 milhões. Segundo Oliveira, a CPI está considerando uma dívida antiga, com o Banco Santos e Itamaraty, que está sub judice, podendo, portanto, ser extinta.
''Na gestão de 1997 a 2000 foi feita uma renegociação com os bancos, com juros muito altos. Então, o prefeito que assumiu na sequência, Valter Pegorer (PMDB), suspendeu esse pagamento através de uma liminar na justiça. Eu acredito que essa dívida vai ser extinta, por isso, não me preocupo com ela. Então, se você tirar esse montante, que é mais de R$ 100 milhões, mais a dívida com o INSS, que estamos com várias ações para reduzir o valor, chegamos a não mais que R$ 67 milhões'', reiterou Oliveira. Segundo o prefeito, esse valor corresponde à dívida que o município possui com a Caixa Econômica Federal por conta do FGTS dos servidores, com a Agência de Fomento do Paraná e com precatórios cíveis de outras gestões.
Uma das maiores dúvidas dos vereadores, porém, é em relação à dívida com o Banco Central (BC) que, conforme eles, continua crescendo a cada ano - de R$ 35 milhões em 2000 para R$ 140 milhões em 2010. ''Essa dívida cresce porque o BC continua acrescentando juros nas dívidas do Banco Santos e Itamaraty. Nós não pagamos esses valores porque a dívida está sendo questionada, mas até essa questão não estar resolvida na esfera legal os juros estão correndo'', salientou, afirmando ainda que as demais dívidas estão sendo pagas em dia pelo município.
Sobre a CPI, o prefeito alegou saber que a Comissão não foi criada para investigá-lo. ''Eu sei que eles não têm nada contra mim, mas essa CPI é politiqueira. Ela não tem fundamento técnico. Talvez, eles queiram responsabilizar algum prefeito por esse valor, mas se essa dívida aconteceu historicamente na vida do município, então eles teriam que considerar desde a fundação de Apucarana, e não somente os últimos 10 anos'', finalizou.
O presidente da CPI, Sebastião Martins Júnior (PDT), afirmou que a Câmara investiga as dívidas desde o ano 2000 por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal, que começou a valer naquele ano.

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