O prefeito de Laranjeiras do Sul (138 Km a leste de Cascavel), Claudir Justi (PMDB), cortou horas-extras, gratificações e cargos comissionados. A meta, segundo ele, é reduzir os gastos e tentar equacionar parte da dívida de R$ 7 milhões. Deste total, R$ 2,2 milhões vencem a curto prazo, mas a prefeitura diz não ter recursos.
‘‘Em nosso município existe uma moratória informal, pois não há como pagar os fornecedores’’, explica o secretário municipal de Finanças, José Leonir Lonski. Ele alega que a dívida não foi contraída em pouco tempo e se arrasta há mais de seis anos. A arrecadação bruta do município é de R$ 850 mil por mês, mas como são descontados financiamentos, sobram cerca de R$ 500 mil.
O prefeito pediu a todos os secretários e funcionários que contenham despesas e só gastem no que for de ‘‘extrema necessidade’’ para o funcionamento da máquina. Apesar dos débitos, ele pagou os salários atrasados de dezembro dos servidores. ‘‘Mesmo com o alto valor da dívida, tenho certeza que será possível pagar e colocar em prática nosso programa de governo’’, aposta.
Para amenizar os problemas com as estradas do interior, a Secretaria de Viação e Obras começou a recuperação nos pontos mais críticos. O trabalho não é considerado o ideal, pois apenas uma patola e uma retroescavadeira estão em condições de uso na frota de veículos do município. ‘‘Mas esse é um serviço muito importante, pois os agricultores precisam escoar a safra de milho que terá início no final do mês’’, observa Justi.
Dentre os municípios que decretaram moratória formal estão Colorado, no Noroeste, e Palotina, no Oeste. A decisão, segundo os prefeitos, foi tomada como forma de adequar o caixa às prioridades das prefeituras. Em outros municípios, auditorias estão sendo realizadas para levantar o tamanho das dívidas. Muitos prefeitos não descartam moratória e podem anunciá-las já nos próximos dias.

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