Dívida dos municípios é a maior preocupação
A Confederação Nacional dos Municípios pretende iniciar os entendimentos com o governo federal para renegociar as dívidas das prefeituras. Nós queremos sanear a dívida contratual, do funcionalismo etc, disse o presidente da entidade.
A Confederação não dispõe de números consolidados sobre o déficit municipal, mas as projeções indicam que a dívida com a Previdência chega a R$ 4,8 bilhões; as dívidas contratuais, mobiliária e de Antecipação de Receita Orçamentária (ARO), juntas, alcançam R$ 15 bilhões. O maior devedor, comentou, é a Prefeitura de São Paulo, cujas estimativas apontam débitos da ordem de R$ 10 bilhões.
O presidente da Confederação Nacional de Municípios adiantou que os prefeitos estão preocupados com o aprofundamento da recessão e que, desta vez, não pretendem abrir mão de participar da confecção do pacote de ajuste fiscal a ser apresentado pelo governo. O governo não nos chamou para conversar, nem sabe quais são os problemas dos municípios, criticou Zilkosky. Mas nós vamos acompanhar tudo de perto, avisou.
O representante do PT na Comissão Mista de Orçamento, deputado João Fassarella (MG), disse que seu partido não aceitará uma nova redução dos prazos de tramitação da proposta orçamentária do governo para o ano que vem, que interessa aos municípios. Essa redução seria necessária para se votar o orçamento ainda neste ano, caso o Ministério do Planejamento adie de 26 de outubro para 3 de novembro o envio da nova proposta.





