Dívida do Estado cresce sete vezes no atual governo
Curitiba - Quando o então governador Roberto Requião entregou o governo para Jaime Lerner (PFL), em 1995, a dívida do governo no Estado era de R$ 1,4 bilhões. Nos seus quatro anos de mandato, Requião fez a dívida do Paraná crescer 16%.
De lá para cá, a dívida do Paraná cresceu cerca de sete vezes. Lerner assumiu uma dívida de R$ 1,4 bilhão e está devolvendo a Requião aproximadamente R$ 9,8 bilhões em contas a pagar. O crescimento é de aproximadamente 700%. Ou seja, a administração Lerner fez a dívida do Estado crescer 684% a mais do que a administração Requião. A dívida com o governo federal responde por grande parte desse valor. O Paraná deve cerca de R$ 6,1 bilhões à União e paga mensalmente R$ 70 milhões pela dívida.
A evolução da dívida externa foi um pouco menor. Passou de R$ 516 milhões no final de 1994 para R$ 1,6 milhão no final de 2001, conforme dados da Secretaria da Fazenda.
No governo Requião, grande parte da dívida externa foi contraída com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e com o Banco Mundial (Bird), que financiaram projetos de pavimentação de rodovias e saneamento.
A dívida interna no governo Lerner teve um grande salto com o empréstimo para sanear o Banestado. Em 1995, o endividamento era de R$ 2 bilhões. De 1998 para 1999 houve um crescimento de 111% no valor da dívida em função do saneamento. Em 2000 foi feita a renegociação da dívida com a União, para ser paga em 30 anos a juros de 6% anuais.
Só no primeiro semestre desse ano, o governo contabilizou R$ 4,6 bilhões em dívidas empenhadas, mas liquidou apenas R$ 3,9 bilhões. Como o superávit primário no período foi de R$ 372 milhões, os cofres estaduais acumularam uma dívida, nos seis primeiros meses desse ano, de R$ 243 milhões.





