Curitiba A equipe de transição que se prepara para assumir o governo do Paraná em 1º de janeiro ainda não definiu que estratégias serão adotadas para administrar a dívida do Estado com a União. Hoje a dívida total confirmada pelo Estado é de R$ 9,8 bilhões e os débitos com o governo federal respondem pela maior parte. Passa de R$ 6 bilhões. A consequência é que, mensalmente, o governo estadual paga R$ 700 milhões, conforme ficou acordado na renegociação feita em 2000.
Segundo o vice-governador eleito Orlando Pessuti (PMDB), o caso ainda não chegou a ser discutido pela equipe de transição. O líder do PT na Câmara Federal, deputado João Paulo Cunha (SP), afirmou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não será dedicado à renegociação da dívida dos estados e municípios com a União. Segundo ele, 2003 deverá ser um ano de ''observação'' das dívidas.
Conforme dados da Secretaria Estadual da Fazenda, a dívida pública oficial corresponde a 1,43% das Receitas Correntes Líquidas próximo ao limite previsto em lei, que é de 2%. Durante a campanha, os candidatos chegaram a mencionar que acreditavam que o valor era muito maior.
Diversos economistas também têm essa impressão, reforçada pelo fato do governo não computar nos seus balanços as dívidas das autarquias e administrações indiretas. Em 2001, o governo estadual apontava uma dívida de R$ 8,8 bilhões mas, segundo levantamento do Banco Central, o valor era de R$ 10,3 bilhões.
Até 1994, o Paraná vinha conseguindo manter as finanças em ordem. Em 1995, o endividamento era de R$ 2 bilhões. De 1998 para 1999 houve um salto de 111% no valor por causa dos empréstimos para o saneamento do Banestado. Em 2000 foi feita a renegociação da dívida com a União, para ser paga em 30 anos a juros de 6% anuais. (Colaborou Rosana Félix)

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