A Comissão Especial de Investigação (CEI) que apura irregularidades no seguro de servidores municipais de Londrina aguarda para os próximos dias a confirmação de uma dívida de quase R$ 600 mil do Grêmio dos Operários com a Bradesco Seguros, de Curitiba.
A informação extra-oficial é do presidente da CEI, vereador Luiz Carlos Tamarozzi (PTB). Conforme o parlamentar, o débito bem maior que os R$ 160 mil alegados até então pelo Grêmio é referente ao não pagamento de 12 parcelas de R$ 49,8 mil de uma apólice de seguro coletiva e teria sido revelado por um corretor de Londrina envolvido em apólices de outras entidades de servidores.
''Como a Bradesco ainda não nos respondeu (o que era esperado para a tarde de segunda-feira), ainda não sabemos'', disse Tamarozzi. Mesmo assim, o vereador adiantou que a questão será levada ao ex-presidente do Grêmio, Glenisson Rodrigues, e ao atual, Luiz Bispo da Silva. Na reunião ontem de manhã, os integrantes da Comissão marcaram para a próxima segunda-feira o depoimento de Rodrigues e, para quarta, o de Silva. Ambos serão ouvidos às 14 horas, junto a seus respectivos tesoureiros.
Também resultado da reunião, Tamarozzi questionou o fato de o Grêmio ser estipulante (ou seja, intermediário entre seguradora e segurado) de funcionários não necessariamente associados gremistas. O próprio autor da denúncia ao Ministério Público (MP), o aposentado Mauro Lúcio de Oliveira, é segurado pelo Grêmio, mas associado da Associação Municipal dos Aposentados, a qual preside. ''O artigo 801 do Código Civil determina que o estipulante vale só para seus associados. Não é o que acontece no Grêmio'', afirmou o petebista.
Silva admite que a entidade tem segurados não-sócios, seja da Autarquia Municipal da Saúde, da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) ou da Caixa de Assistência de Aposentadoria e Pensão dos Servidores Municipais de Londrina (Caapsml). As duas últimas também agem atualmente como estipulantes de seus servidores. ''Não sabia que isso era proibido, pois estou em meu primeiro mandato (eleito em maio de 2004). Quem manda eu fazer as coisas é meu departamento jurídico'', justificou Bispo.

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