Divergências serão resolvidas no voto
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terça-feira, 26 de agosto de 1997
Agência Estado Brasília 
Agência Estado
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Guerra & pazGeddel Vieira, líder do PMDB, e Apolinário: apertos de mão, sorrisos, mas sem acordo sobre diferençasSem acordo sobre os principais pontos da lei eleitoral, como o critério de divisão do tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão, os líderes aliados e de oposição ao governo decidiram encerrar a discussão da nova legislação. O relatório do deputado Carlos Apolinário (PMDB-SP) entra na pauta de votações da Câmara hoje, e as divergências serão decididas no voto.
Os aliados estão brigando por causa de exatos três minutos. Esta será a perda diária do PSDB e do PFL em cada bloco de 25 minutos de propaganda eleitoral gratuita, caso o PMDB, o PPB e as oposições, unidos, consigam emplacar o número de deputados eleitos em 1994 como critério da divisão do tempo. Se a partilha for feita de acordo com o tamanho atual das bancadas, PSDB e PFL, que cresceram pela cooptação de deputados, terão mais tempo de campanha. Os tucanos ganham dois minutos e os pefelistas mais um.
A discordância é total, mas a polêmica acabou: vamos ao voto, resumiu o deputado Benito Gama (PFL-BA). Viemos para a reunião esperando um banquete, e não saiu nem um sanduíche, brincou o líder do PT, José Machado (SP), ao constatar a inutilidade do encontro, por não ter produzido entendimento algum. Benito é um dos que temem a derrota do PFL na questão da partilha do tempo. Mas o líder Inocêncio Oliveira (PFL-PE) discorda. O que vai prevalecer é a média entre os dois critérios, apostou.
O financiamento público das campanhas foi mantido pelo relator, mas o plenário vai votar, também, uma emenda do líder do governo na Câmara, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), que adia a novidade para 2002. Também foi mantida no relatório a proibição de o presidente e os governadores candidatos à reeleição participarem de inaugurações de obras durante a campanha. Luís Eduardo avisou que não fará um cavalo de batalha para derrubar o dispositivo. O governo não vai se importar com esta bobagem até porque pode promover um comício, durante vistorias de obras, anunciando sua inauguração para o dia seguinte, ponderou o vice-líder governista Arnaldo Madeira (PSDB-SP). O tempo de duração da campanha de rua - que o governo queria encurtar de 90 dias para 60 dias, mas as oposições não concordaram -, também será resolvido no painel eletrônico de votação.
Preocupadas com a dificuldade de os pequenos partidos elegerem seus candidatos, as oposições ainda tentaram o apoio dos aliados para retirar os votos em branco do cálculo do coeficiente eleitoral que determina o mínimo de votos necessários para se eleger um deputado em cada estado. Não deu certo. O deputado Mendonça Filho (PFL-PE) propôs uma troca que piorava a situação eleitoral dos pequenos: o fim das coligações nas disputas proporcionais (para deputados).


