Divergências políticas afastaram os 'companheiros'
Curitiba - Os candidatos ao governo do Estado têm argumentos e explicações para suas relações de aliança e oposição ao longo do tempo. Em tom de ironia, Requião disse que seu caminho se distanciou do de Alvaro quando este se aliou aos deputados federais José Carlos Martinez (PTB) e José Janene (PPB) e ao deputado estadual Tony Garcia (PPB). ''É um quatrilho contra um trio. Estou com (Orlando) Pessuti (candidato a vice) e Paulo Pimentel (candidato ao Senado). A diferença é que ele tem que esconder seus aliados e eu me apresento com os meus pelo Estado todo'', provocou.
O deputado federal Rubens Bueno, candidato do PPS, disse que trabalhou com Alvaro Dias como profissional e foi seu secretário de Estado, mas depois rompeu por não concordar com seus métodos de governo. ''O Alvaro prossegue no acordo branco com Lerner, o que é vergonhoso para o Paraná'', disparou. Questionado sobre seu apoio à entrada de Lerner no PSDB em 1997, ele argumenta: ''acordo branco é uma coisa e assumir publicamente apoio é outra. Não fiz negociata com ninguém''. Bueno diz que foi convidado por Lerner para ser secretário de Estado três vezes e recusou.
O ex-secretário da Fazenda Giovani Gionédis diz que não faz oposição às pessoas, mas às idéias. ''Saí do governo porque o projeto que preparei para o Paraná não foi executado'' diz. O senador Alvaro Dias, candidato do PDT, não foi encontrado pela Folha, apesar dos contatos feitos junto a sua assessoria. (M.K.)





