Divergências entre chapas suspendem eleição da AMP
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segunda-feira, 02 de maio de 2011
Maigue Gueths <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Depois de muita discussão e divergências entre prefeitos de todo Estado que estiveram na Associação dos Municipios do Paraná (AMP), ontem de manhã, para eleger a nova diretoria da entidade, o processo eleitoral acabou sendo suspenso. A nova data para a eleição será 17 de maio, dando prazo, assim, para que as prefeituras que alegam estar financeiramente em dia com a entidade, comprovem a situação e garantam o direito a voto.
A princípio, a eleição deveria ter sido tranquila, uma vez que apenas uma das chapas das duas inscritas tinha sido considerada apta a participar pelo departamento jurídico da AMP. Com isso, a chapa ''União municipalista'', encabeçada pelo prefeito de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, Gabriel Jorge Samaha, o Gabão (PPS), atual vice-presidente da AMP, já estava praticamente eleita. Mas não foi o que aconteceu. Prefeitos ligados à chapa ''Resgate Municipalista'', presidida pelo prefeito de Pitanga (88 km ao norte de Guarapuava), Altair Zampier (PR), que teve o registro indeferido, conseguiram reverter o processo.
Segundo informações da AMP, a chapa foi indeferida por estar em desacordo com o estatuto da entidade, que exige que para votar e ser votada a prefeitura deve estar com os pagamentos em dia pelo menos nos seis meses anteriores ao pleito. Alguns membros da chapa não teriam pago os seis meses consecutivos.
Zampier contesta a decisão. ''Vários prefeitos pagaram, mas não consta na AMP. Além do mais, eles também estão irregulares. Pelo estatuto a chapa devia ter recolhido a assinatura de todos os membros e eles não fizeram isso'', diz ele, que ameaçava ingressar na justiça caso a eleição ocorresse ontem.
A oposição reclamava, também, da pouca representatividade da eleição atual. Dos 399 municípios do Paraná, só 108 estão em dia e estão aptos a votar e ser votados. ''Queremos a democracia. Se isso impossibilita fazer duas chapas, queremos fazer uma assembleia geral'', afirma Zampier. Samaha, por sua vez, reconheceu a necessidade de mudar as regras de representação da AMP, mas em assembleia específica a ser convocada posteriormente.
Diante do impasse, a mesa decidiu dar um prazo para que os prefeitos que afirmam estar em dia com a entidade comprovem a situação e possam votar no próximo dia 17. A oposição pretende usar este tempo a seu favor. A intenção é recolher assinatura de 120 prefeitos, como prevê o estatuto, para solicitar a realização de uma assembleia geral para discutir estatuto e eleições.


