Divergência na CPI barra duas reivindicações
Agência Folha
De Brasília
Os 16 deputados da CPI do Narcotráfico que se reuniram ontem com o presidente não apresentaram pelo menos duas reivindicações listadas em razão de divergências entre eles: a criação do Ministério da Segurança Pública e de uma taxa telefônica para o reaparelhamento das polícias. Essas propostas são defendidas pelo presidente da CPI, Magno Malta (PPB-ES), e por um dos sub-relatores, Wanderley Martins (PDT-RJ), mas enfrentam restrições, principalmente dos deputados ligados aos partidos de esquerda.
O presidente mostrou que quer enfrentar a questão do narcotráfico, disse Malta, elogiando a decisão de FHC de colocar o recém-criado Núcleo de Combate à Impunidade à disposição da CPI. Não adianta criar mais um ministério se o País não tem estatística e informações sobre a criminalidade, disse Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).
O deputado Fernando Ferro (PT-PE) disse que seu partido e o PDT são frontalmente contra a criação de mais um ministério e de taxa nas contas telefônicas para financiar o reaparelhamento das polícias. Mesmo sem defender a criação da taxa telefônica, o presidente da CPI disse que em outra oportunidade encaminhará essa proposta ao governo federal.
Não custa nada pagar mais R$ 2 ou R$ 5 de taxa para reequipar as polícias, afirmou ele. A reivindicação do presidente da CPI do Narcotráfico é inspirada na proposta do governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB). O objetivo é o reaparelhamento das polícias Civil e Militar do Estado.





