A vereadora Edna de Morais (PDT), de Medianeira (65 quilômetros a nordeste de Foz do Iguaçu), foi a primeira candidata presa este ano no Paraná, acusada de praticar crime eleitoral. Ela disputa a reeleição e foi detida em flagrante durante uma reunião com lideranças de um bairro da cidade. A vereadora é acusada de distribuir brindes entre os participantes.
Depois de receber uma denúncia anônima, o juiz eleitoral de Medianeira, Enéias Ferreira de Souza, solicitou o encaminhamento de policiais civis ao conjunto habitacional onde estava sendo realizado o encontro. A prisão aconteceu às 17 horas de anteontem. Edna, que foi liberada somente depois das 21 horas, declarou que estava apenas acompanhando a reunião, pois fazia parte do Clube de Mães do bairro.
O delegado Walter Diniz, porém, tem outra versão. ‘‘Testemunhas que estavam no local confirmaram que os brindes (artigos de R$ 1,99) foram doados pela candidata. Isso já caracteriza a infração prevista na lei’’, afirmou, referindo-se ao Código Eleitoral, que prevê pena de até 4 anos de reclusão para candidatos que tentam obter vantagens eleitorais favorecendo eleitores.
A vereadora deverá responder ao inquérito em liberdade provisória, concedida pelo juiz, depois de solicitação feita pelo advogado de defesa. Segundo o Código Eleitoral, quem for pego praticando crime eleitoral não tem direito à fiança.
A Folha tentou falar com Edna, que está afastada das funções de diretora de uma escola na cidade por causa das eleições, mas não conseguiu encontrá-la ontem.

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