A divisão do PMDB paranaense, presente na convenção, em junho, está se acentuando durante a campanha e chegou à Justiça, opondo apoiadores do senador Roberto Requião (PMDB), candidato ao governo do Estado, e defensores da reeleição do governador Beto Richa (PSDB). O senador conseguiu, por meio da 17ª Vara Cível de Curitiba, liminar que notifica a Executiva sobre as consequências da resolução interna que dá "flexibilidade" aos candidatos do partido nas eleições proporcionais. Pela norma do partido, os candidatos da sigla estão autorizados a subir em palanques de legendas que não integram a coligação encabeçada por Requião, que tem apoio de PV e PPL.
Segundo o coordenador jurídico da campanha, Luiz Fernando Delazari, "o objetivo da ação é alertar que a convenção e a coligação formada devem ser respeitadas pelo partido, ou pode-se cometer a infidelidade partidária". Ele não descarta novas ações na Justiça, caso o "desrespeito" continue. Contudo, pelas palavras do secretário-geral do PMDB de Curitiba e um dos coordenadores da dissidência, Doático Santos, a campanha interna contra Requião vai se intensificar. "Trata-se de uma decisão na Justiça Comum e cabem recursos. Não espere um desfecho nesse período eleitoral", ameaçou Doático.
Também foi publicada ontem decisão liminar do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinando busca e apreensão de material distribuído pela Frente Ampla Paraná Total, lançada neste último final de semana pelos opositores de Requião. O grupo distribuiu em Curitiba notícias sobre a investigação da Polícia Federal que ligava Eduardo Requião, irmão do senador, a supostas fraudes na gestão da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA). Para o TRE, deveria haver "inscrição no CPF ou CNPJ do responsável pela confecção", daí a apreensão. Doático afirmou que a decisão "dá mais legitimidade ao nosso movimento, pois descartou calúnia ou excessos". Ele disse que a Frente vai realizar outra mobilização amanhã na capital e municípios da região.

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